Em 2026, o ingresso das mulheres na "Corporação de Fontoura" completou 44 anos. Desde as pioneiras de 1982, a presença feminina na Polícia Militar do Pará (PMPA) consolidou-se em funções estratégicas, desempenhando um papel de destaque tanto na esfera operacional quanto na administrativa. Hoje, elas são parte imprescindível das ações de segurança pública e do fortalecimento institucional.
FOTO: ASCOM PM
Marco histórico
A trajetória feminina na PMPA remonta ao início da década de 80, com o Decreto nº 2.030, assinado pelo então governador Alacid Nunes. O documento criou o Pelotão de Polícia Feminino, cuja primeira turma iniciou as atividades em 1º de fevereiro de 1982, composta por cerca de 50 pioneiras entre oficiais e praças.
Atualmente, o efetivo conta com 2.489 policiais militares femininas — sendo 1.956 na ativa e 533 convocadas. Esses números refletem histórias de superação em diversas especialidades que contribuem para o aperfeiçoamento da segurança no estado.
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Gestão e Resultados operacionais
Um exemplo dessa liderança é a Tenente-coronel Erika Costa, comandante do 37º Batalhão (37º BPM), unidade responsável por bairros populosos de Belém, como Guamá, Terra Firme e Canudos. Com 17 anos de farda, sua trajetória une a força das tropas especializadas, como o Batalhão de Choque e a Cavalaria (RPMont), à complexidade da gestão estratégica.
“Aprendi que liderar um batalhão não é apenas dar ordens, é gerar impacto real. No 37º BPM, nosso maior orgulho foi reduzir em mais de 50% os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). Diminuímos estatísticas, mas, acima de tudo, devolvemos a tranquilidade a famílias que viviam sob o medo”, destaca a comandante.
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Sensibilidade e competência
A presença feminina é fundamental para uma abordagem humanizada, especialmente em ocorrências que envolvem mulheres, crianças e grupos vulneráveis. Para a Tenente-coronel Lindiany Baía, coordenadora de Comunicação Social da PM e oficial mais antiga da ativa em seu posto, a evolução é nítida.
“Cada vez mais mulheres ocupam cargos de decisão, quebrando paradigmas e firmando sua competência na profissão que escolheram para a vida”, afirma a oficial.
O caminho para o futuro
A PMPA tem buscado promover a igualdade de oportunidades em todas as modalidades de policiamento. Para a Tenente-coronel Kátia Chaves, chefe da PM6 (Estado-Maior Geral), o avanço é fruto de um legado coletivo.
“As mulheres hoje estão na gestão, na pesquisa e na liderança institucional. Cada avanço é resultado daquelas que vieram antes de nós”, pontua Kátia. Para ela, liderar na PM exige um equilíbrio fino: “Significa cuidar da tropa e tomar decisões difíceis. A mulher em posição de comando mostra que é possível conciliar força, sensibilidade e estratégia”, finalizou.