Batalhão de Polícia Ambiental alerta para cuidados com aparecimento de animais silvestres

Em março, o Pará é marcado por chuvas volumosas, com acumulados significativos, especialmente na segunda quinzena do mês. O clima chuvoso, típico do chamado inverno amazônico também propicia o aumento significativo nas demandas relacionadas ao aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas e residenciais.Em virtude desse cenário, A Polícia Militar por meio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) tem intensificado suas ações operacionais de resgate, manejo e destinação adequada.

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Somente em 2026, segundo dados do BPA, foram 289 animais resgatados no Pará, desses, 260 na Região Metropolitana de Belém. A maioria, de acordo com o relatório, são ocorrências com ofídios, sendo um total de 56 ocorrências.

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“O BPA atua por meio de equipes especializadas, devidamente capacitadas e equipadas, realizando o atendimento das ocorrências de forma técnica e segura, observando protocolos de contenção e transporte. Sempre que possível, os animais são devolvidos ao seu habitat natural ou encaminhados para atendimento veterinário, quando constatada a necessidade de cuidados específicos”, explica o tenente Fagner Batista, do BPA.

Os acionamentos recebidos envolvem, em sua maioria, situações relacionadas ao aparecimento de animais silvestres em áreas urbanas ou residenciais, que geralmente encontram-se feridos, debilitados ou em situação de risco, assim como ocorrências que indicam possíveis crimes ambientais, tais como captura ilegal, criação irregular de animais em cativeiro, maus-tratos e tráfico de fauna silvestre.

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“Após o registro da ocorrência por meio do Centro Integrado de Operações (CIOP), a demanda é submetida à triagem operacional, sendo posteriormente direcionada à guarnição especializada mais próxima da área de atendimento”, explica o oficial.

A equipe técnica do BPA realiza o deslocamento até o local indicado, onde são adotados procedimentos operacionais padronizados, observando protocolos de segurança, técnicas adequadas de manejo e contenção da fauna silvestre, bem como medidas voltadas à preservação do bem-estar animal e à mitigação de riscos à integridade física da população.

Orientações

Ao avistar um animal silvestre, não se deve tentar capturá-lo, tocá-lo ou alimentá-lo, pois tais atitudes podem provocar reações defensivas, resultando em acidentes, além de causar estresse ao animal. Ressalta-se que muitos animais silvestres podem transmitir zoonoses, bem como apresentar comportamento imprevisível quando se sentem ameaçados.

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O BPA orienta ainda a não matar, ferir ou perseguir o animal, tendo em vista que a fauna silvestre é protegida pela legislação ambiental brasileira, sendo a sua proteção um dever de todos. A intervenção inadequada pode agravar possíveis ferimentos do animal e comprometer sua reintegração ao habitat natural.

A conduta correta consiste em manter distância segura, evitar aglomerações e acionar imediatamente o serviço da unidade especializado por meio do telefone 190 – CIOP, solicitando o apoio do Batalhão.

Encaminhamentos - Após o resgate, todos os animais silvestres são submetidos a uma avaliação clínica inicial, com o objetivo de verificar seu estado de saúde e definir os procedimentos adequados para cada caso.

Indivíduos que apresentam debilidade, lesões ou quaisquer alterações fisiológicas são encaminhados a instituições parceiras especializadas em atendimento médicoveterinário, tais como o Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia, o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o Centro Amazônico de Herpetologia, entre outros colaboradores técnicos.

“Os animais considerados clinicamente aptos, que não apresentam sinais de domesticação ou dependência antrópica, são destinados à soltura em seu habitat natural, seguindo critérios técnicos e legais”, reforça o tenente Fagner.

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As principais áreas utilizadas para esse fim são Unidades de Conservação, com destaque para o Parque Estadual do Utinga no município de Belém e o Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia, localizado no município de Marituba. Esse procedimento visa garantir o bem-estar dos animais resgatados, bem como a manutenção do equilíbrio ecológico e a conservação da biodiversidade local.

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