A Polícia Militar do Pará realizou na tarde desta quinta-feira (26) o evento “Elas na Linha de Frente”, no auditório do Comando de Missões Especiais (CME), em Belém, para resgatar a trajetória das mulheres militares no Pará. O evento destacou a presença das pioneiras que abriram caminhos, quebraram barreiras e hoje inspiram novas gerações na corporação.
FOTO: ASCOM PM
O evento contou com a presença do Chefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel QOPM Ariel de Barros, que destacou entre outros temas a importância das mulheres na corporação. “Sabemos da importância da policial militar feminina na PM. Sabemos que vocês têm um olhar diferenciado que o nosso policial as vezes não tem. A instituição tem uma preocupação muito grande com cada uma”, destacou.
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Ele citou ainda a criação da Comissão Temporária de Estudos e Implementação de Medidas Administrativas e de Segurança, voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres, em prol das policiais militares e civis colaboradoras que integram a Corporação. A comissão é composta exclusivamente por policiais femininas.
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O evento prosseguiu celebrando a trajetória das mulheres na Polícia Militar do Pará, desde o marco histórico de 1982 até os dias atuais. No primeiro momento, a 1ª Tenente PM Luciana Mazé, auxiliar da 5ª Seção do Estado Maior da PM, abordou a historicidade da presença feminina recordando o ingresso da primeira turma de 57 mulheres, em 1982.
A oficial citou ainda o crescimento constante destacando que, em 2022, nos 40 anos do ingresso de mulheres na PM, a corporação alcançou 1850 mulheres na instituição. “Mais do que uma memória institucional, este encontro é um espaço de valorização profissional e reflexão sobre as políticas de proteção e acolhimento à mulher policial”, disse.
Em um segundo momento, a tenente-Coronel PM Helen Souza, Subchefe do Centro Integrado Psicossocial (CIAP) destacou sobre os dados atuais sobre feminicídio, apontando a necessidade de cada vez mais se fazer denúncias para que os números possam refletir a realidade.
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“É crucial combater essa subnotificação, pois os dados oficiais são a base para as políticas públicas. Precisamos compreender melhor essa realidade e buscar esses números, a fim de desenvolver um trabalho que atenda às reais necessidades da população. Acredito que momentos como este, realizados hoje, contribuem para a melhoria do trabalho dentro da corporação. Este momento é de suma importância, pois permite a disseminação de informações e o esclarecimento de dúvidas, inclusive entre as policiais militares”, disse.
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Comissão
Ainda dentro do evento, foram apresentadas as oficiais e praças que compõe a Comissão Temporária de Estudos e Implementação de Medidas Administrativas e de Segurança. O objetivo é reforçar o ambiente de acolhimento e amparo ao efetivo feminino da corporação que foi estabelecida pela portaria n° 79/2026-GAB CMD.
O objetivo da Comissão será estabelecer após a fase de estudo, um fluxo integrado entre as Unidades, Corregedoria-Geral, Departamento Geral de Pessoal (DGP), Corpo Militar de Saúde (CMS) e Centro Integrado de Atenção Psicossocial (CIAP), com a notificação oficial dos casos, adotando um protocolo de "tolerância zero" que rompa o silêncio institucional e garanta a dignidade de todas as mulheres que compõem ou interagem com a Polícia Militar.
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A comissão é capitaneada pela Tenente-coronel Lindiany Baía, chefe da Assessoria de Comunicação Social da PM, que destacou o passo importante que está sendo dado com a constituição do grupo de trabalho.
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“No momento que estamos dando esse passo estamos dizendo que vamos ouvi-las. Nós precisamos dar as mãos umas às outras. Chegamos aqui por conta de mulheres que lutaram lá atrás. Nesse contexto temos que virar essa chave e nos fortalecer cada vez mais as novas gerações. Um fluxo dentro da corporação para atendimento às mulheres que precisem de apoio e assistência”, pontuou.