Dois homens vindos do estado do Amazonas foram presos em flagrante nesta quarta-feira (13) no Porto de Juruti, no oeste do Pará, após forças de segurança pública que atuam na Base Fluvial Candiru encontrarem 79,78 kg de substância análoga a oxi escondida dentro de cilindros de oxigênio que eles transportavam.
A dupla desceu da embarcação São Bartolomeu no Porto de Juruti carregando bolsas e cilindros de oxigênio usados em solda. Os agentes constataram que os cilindros e as bolsas foram retirados do barco e colocados em um veículo próximo ao porto.
Diante da suspeita, foi pedido reforço à guarnição de serviço de Juruti, à equipe do 2° Batalhão de Missões Especiais (2° BME) e a um integrante do Grupamento Fluvial (GFlu) para realizar a abordagem.
Durante busca preliminar, um cão farejador da PMPA demonstrou agitação e indicou a possível presença de entorpecentes junto aos cilindros que estavam no veículo. Devido à forte chuva no momento da abordagem, e para garantir a segurança da equipe, a preservação do material e uma averiguação adequada, foi necessário conduzir o veículo, os suspeitos e os policiais até a Unidade Policial. Já na unidade, o cão farejador confirmou a indicação de drogas nos cilindros.
Como o material metálico era de alta resistência e não permitia acesso ao interior por métodos simples, foi preciso usar serra elétrica e ferramentas específicas para abrir os cilindros de oxigênio.
Após a abertura, foi encontrado material semelhante a oxi, totalizando 79,78 kg de substâncias ilícitas. Diante do flagrante, os suspeitos receberam voz de prisão e foram apresentados à autoridade policial para as medidas legais cabíveis.
A apreensão evidencia a eficácia do trabalho integrado entre a Base Fluvial Candiru, o 2° BME e o GFLU no combate ao tráfico interestadual de drogas na região do Baixo Amazonas. A utilização de cilindros de oxigênio para ocultar a droga demonstra a ousadia dos criminosos, mas também comprova a capacidade técnica das forças de segurança e o emprego do cão farejador na identificação de entorpecentes.
FOTO: PMPA