Parceria entre Esquadrão Contrabombas da PMPA e perícia fortalece segurança jurídica e precisão em investigações de crimes com artefatos explosivos
O Esquadrão Contrabombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Pará está realizando uma importante pesquisa em conjunto com a Polícia Científica do Estado, voltada para aferição de padrões de fragmentação em locais de crime com artefatos explosivos.

A ação, coordenada pelo Comando de Missões Especiais (CME), contou com a participação direta dos técnicos explosivistas do BOPE. A iniciativa marca um avanço na integração entre a expertise tática operacional e a análise forense.
O subcomandante do CME, tenente-coronel Euller, ressalta que a parceria estratégica entre a Polícia Militar e a Polícia Científica do Estado do Pará (PCEPA) nasceu em 2021, motivada pela complexidade das ocorrências com explosivos. Historicamente, após a neutralização de um artefato, pouquíssimas evidências restavam inteiras.
“Para solucionar esse problema, o Esquadrão adotou o conceito de trabalho heterogêneo, uma atuação conjunta e integrada entre diferentes órgãos de segurança pública. Para que essa sinergia operasse com máxima segurança e sem riscos de acidentes, o alinhamento técnico era indispensável”, disse.

Mais precisão para perícia e para o campo
O objetivo central da cooperação é gerar uma base de dados técnica que beneficie as duas instituições. Para a Polícia Científica, o estudo enriquece o cenário forense atual e confere maior robustez e segurança jurídica às provas periciais coletadas em ocorrências com explosivos.
Para o Esquadrão Contrabombas, os dados obtidos proporcionam uma base altamente assertiva para análises de campo. Isso permite aos especialistas do BOPE tomar decisões mais precisas durante o manuseio, desativação e exame de artefatos explosivos em ocorrências reais.
Impacto na segurança pública
O resultado mais expressivo do intercâmbio é o fortalecimento global da segurança pública. Com dados padronizados, as instituições conseguem elucidar crimes complexos com maior clareza e agilidade. Além disso, o conhecimento produzido na parceria vai ser difundido para outros órgãos de segurança do Estado, ampliando a capacidade de resposta em todo o Pará.