Devoção e homenagens marcaram a 44ª edição do Círio da Polícia Militar, nesta quinta-feira (08). A programação começou com Santa Missa no Santuário de Fátima, em Belém, e seguiu em procissão por 3 km até o Oratório de Nossa Senhora das Graças, com a participação de oficiais, praças, moradores e fiéis.
A celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Júlio Akamine. Na homilia, ele agradeceu o empenho dos homens e mulheres que deixam suas casas para proteger a população paraense diarimente.
O capelão da Polícia Militar na reserva e co-celebrante da missa, coronel Elói Wayth de Souza, destacou a importância do momento de fé para a tropa.“A Polícia Militar está à disposição dessa grande procissão e da multidão. Por que fazemos o Círio há 44 anos? Porque no dia do Círio o policial não consegue participar com uma efetiva vida de oração. Portanto, o nosso Círio é mais um instrumento na rota dos Círios que realizamos”, afirmou.
Ao final da celebração, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi colocada no andor e percorreu o trajeto até o Oratório. Ao longo do percurso, fiéis aguardaram a passagem da imagem para prestar homenagens.
Moradora do bairro e acompanhante assídua da procissão, Renata Furtado falou sobre a tradição familiar. “Na minha família já é uma tradição. Na quinta-feira de manhã já me dedico, cancelo os compromissos para acompanhar”, disse.
Para o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Neves, o momento que antecede o Círio de Nazaré é de reflexão para a tropa.
“É um momento para que o policial busque a proteção e a bênção de Nossa Senhora. Tenho certeza de que ela tem olhado por nós e nos abençoado, porque a nossa missão não é fácil. Saímos de manhã para combater o crime, corremos riscos e a dificuldade é imensa, mas ela tem garantido o nosso retorno para junto dos nossos familiares com saúde, aumentando cada vez mais a nossa fé nela e em Nosso Senhor Jesus Cristo”, finalizou.